Você sabia que a Honda usa materiais sustentáveis em suas motos?
A Honda vem reforçando um compromisso que vai muito além de fabricar motos tecnológicas e de alto desempenho. Acima de tudo, a marca acelera rumo a um futuro mais limpo ao investir em materiais sustentáveis, reciclagem avançada e soluções de engenharia de base biológica que já fazem parte de diversos modelos vendidos globalmente.
Nesse sentido, a grande prova é a expansão do uso do Durabio. Trata-se de um plástico especial derivado de milho e trigo não comestíveis, e de componentes reciclados que reduzem de forma real o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida das motocicletas.
O plano rumo às emissões zero até 2050
A iniciativa faz parte da estratégia “tripla ação” da Honda para alcançar emissões zero até 2050. Ela é baseada em três pilares: neutralidade carbónica, energia limpa e circulação de recursos. Isso significa não só desenvolver motos elétricas ou reduzir emissões em fábricas, mas também repensar o próprio material que dá forma às motocicletas.

Modelos Honda que já utilizam materiais de baixo impacto
Um dos exemplos mais interessantes é o da SH125i, que utiliza painéis de carenagem semitransparentes e não pintados. Em outras palavras, essa mudança simples já resulta em uma redução de 9,5% nas emissões de CO2 ao longo de um ano de produção na fábrica de Atessa, na Itália.
Mas a grande estrela dessa transformação é o Durabio. O material, criado pelo Mitsubishi Chemical Group, já está presente em seis modelos da linha 2026 da Honda:
- Africa Twin
- X-ADV
- Forza 750
- NT1100
- NC750X
- CB1000GT

Durabio: o bioplástico que muda o jogo
Antes de mais nada, o material se destaca por unir resistência, durabilidade, estabilidade UV e uma clareza óptica que permite criar superfícies brilhantes e coloridas sem pintura. Ele é produzido a partir de isosorbide, um composto derivado de amidos naturais convertidos em glicose, sorbitol e posteriormente em um material de alto desempenho. Além de sustentável, o plástico oferece excelente resistência a riscos e impactos, tornando-se ideal para peças como para-brisas, carenagens e coberturas estruturais.
Foi assim que, em 2024, o para-brisas da CRF1100L Africa Twin se tornou o primeiro do mundo a ser feito com um plástico de engenharia totalmente baseado em fontes renováveis.

A expansão do Durabio na linha Honda
A partir daí, o uso só cresceu. A X-ADV adotou o material no para-brisas e na cobertura inferior; a Forza 750 aplicou nas carenagens frontais; a NT1100 recebeu uma nova carenagem com Durabio na atualização de 2025; e a NC750X se tornou a primeira moto da Honda a utilizar o material colorido na própria estrutura, nas opções Earth Black e Earth Ivy Ash Green. O modelo mais recente a se juntar ao movimento é a CB1000GT 2026, que chegou com para-brisas totalmente fabricado em Durabio.
Reciclagem avançada para reduzir plásticos virgens
Mas a estratégia sustentável da Honda não se resume ao bioplástico. A marca também avança no uso de materiais reciclados, como para-choques de automóveis e plásticos pós-produção que antes eram descartados. A otimização no design permitiu aplicar esse material reciclado em motos como a X-ADV e a NC750X, especialmente em peças não estruturais, como a área de armazenamento no lugar do tanque e a base do assento.
O polipropileno reciclado de pré-consumo também entrou de vez na linha. Nesse sentido, são mais de 15 peças feitas a partir dele na X-ADV e na Forza 750, além de aplicações na CB1000F 2026.

Rumo a um futuro circular e consciente
Acima de tudo, essas iniciativas seguem cinco princípios fundamentais de circulação de recursos: inovação empresarial, reciclagem avançada, rastreabilidade de dados, design circular e uma cadeia de valor totalmente integrada para reutilização consistente dos materiais. É uma mudança estrutural necessária num setor em que cerca de 90% das matérias-primas ainda são virgens.
Ao incluir materiais alternativos nas motos de produção em série, a Honda demonstra que é possível unir sustentabilidade, desempenho e estética. E, em suma, faz isso de maneira concreta, aplicando tecnologias que reduzem emissões, preservam recursos e diminuem a dependência de matérias-primas tradicionais.

No fim das contas, quando você vê uma Africa Twin, uma X-ADV ou uma Forza 750 rodando por aí, há bem mais do que design e engenharia envolvida: existe uma moto pensada para ser parte de um futuro mais circular e consciente. Por fim, isso transforma cada quilômetro rodado em um pequeno passo para um planeta melhor.

